Domingo, 15 de Janeiro de 2006

Por motivos de saúde

De vocês me afastei

Quando voltei ao Baú

Tudo húmido encontrei

Por culpa da gata,

Só agora um papelinho

tirei.



A todos quantos tem continuado a visitar o meu baú, o meu obrigado pela vossa presença e pelas palavras que me têm deixado.

Para todos, um beijo.













Vida não vivida






tulipa






Quando se perde um ente querido

Ou o ser amado,

Sente-se um vazio.

Parece que o Mundo ruíu

E juntamente com esse amor que foi levado

A vida para nós

Deixou de ter significado

Só que o mundo

Não acabou

Mal ou bem, ele continuou.

Nós é que parámos

No tempo

Enquanto a vida passou.

Nós mulheres, caímos hoje

Levantamo-nos amanhã.

Os dias vão passando

Sem termos tido

Algo de bom.

Fomos feitas para sofrer

E não para amor receber.

E quando esse amor nos falta

De que serve viver?

Quando o tempo que se vive

É só para sofrer.

É um viver de sofrimento

É uma dor constante,

São lamentos sufocados,

São lágrimas retidas,

São sorrisos forçados,

Para enganar a própria vida,

Que afinal não foi vivida.








"Palavras dedicadas a uma amiga que infelizmente já partiu e que muitas saudades me deixou".


najasmin/21/01/93
publicado por najasmin às 17:50
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De Joana Duarte a 12 de Junho de 2006 às 20:56
Gosto muito do teu site
Deves saber quem sou, se não sabes sou a Matilde dos Morangos. Muitos beijinhos.

De najasmin a 21 de Janeiro de 2006 às 17:01
Ó Zzeca, então não me havia de lembrar?... Não foste tu que mandaste o blog para as urtigas?... Estas coisas não se esquecem... ainda me pesa na consciência. Mas ainda bem que estás cá outra vez. Beijinhos.

De najasmin a 21 de Janeiro de 2006 às 16:57
Olá Marius. Mal ou bem já cá estou outra vez. Com respeito à vida, nem sempre é boa mas por vezes prega grandes partidas. As amarguras nós mandamo-las embora, agora a falta de saúde temos que aprender a conviver com ela o que não é fácil... as maleitas deixam sempre sequelas. E os anos passam e a gente desespera. Mas enfim tristezas não pagam dívidas e não dá saúde a ninguém. Obrigado pela tua companhia. beijinhos.

De zzeca a 19 de Janeiro de 2006 às 22:44
Olá Najasmim. Não sei se te recordas de mim, mas eu antes aqui costuma vir aqui mexer no teu baú. Então era a Ilha de Z lembras-te? Vi o teu poema publikado no blog da Delta e de repente lembrei-me de ti. Não pretendo mais que visitar um blog ke em tempos passados era uma visita obrigatoria da minha parte. Lamento a perda da tua amiga. Sei perfeitamente o ke estás sentindo pk eu tb. recentemente perdi uma amiga. Com a promessa de voltar envio-te um beijo enorme.

De grilinha a 16 de Janeiro de 2006 às 23:58
Bem vinda de novo ás bloguivces. Espero que a saúde esteja a recuperar e que 2006 traga dias cheios de sol. beijinhos

De marius70 a 16 de Janeiro de 2006 às 19:44
Boa tarde, quase noite, najasmin, bons olhos te vejam :) Pois é, li o teu poema com o carinho que todos eles me merecem e pena é que este seja mais um caso de uma situação triste ocorrida com uma tua amiga. Não pedimos como viver a vida, a vida é aquilo que que ela nos dá. Momentos alegres, momentos tristes, mas acima de tudo considero que a vida vale sempre a pena ser vivida. Há uma amargura pela situação de se ser mulher, mas olha que também há e haverá amarguras pela situação de se ser homem. É a lei da vida. Tudo de bom. bjs

De najasmin a 16 de Janeiro de 2006 às 16:31
Olá Bufagato. Não te conhecia mas fiquei a conhecer. Obrigado pelas tuas palavras de carinho, sabem sempre bem. O poema não chora a minha amiga mas a vida que ela levou, quando lho escrevi ela ainda era viva. Mas isso não invalida as tuas palavras de alento, obrigado por elas. Beijos.

De najasmin a 16 de Janeiro de 2006 às 16:04
Olá Delta. Já tinha saudades tuas. Da tua gata nem por isso. É muito mijona... Ainda bem, ou ainda mal, que te revês no meu poema. Como tu, muitas mais pessoas... é a vida. Tudo o que sai do meu baú é mais ou menos assim. Ainda bem que te fiz abrir o teu rascunhos. Beijinhos.

De Bufagato a 16 de Janeiro de 2006 às 02:30
Olá Najasmim, não me conheces.
Uma gatinha amorosa, que prezo muito, sussurrou-me o caminho e venho deixar-te um carinho

Compreendo a tua dor
Não compartilho a ideia
Não morre a luz, apagada a candeia
Nem fenece o jardim, por falta da flor!

Mesmo que ausente,
Viverá para sempre
Em quem a recorda
Habita na saudade
E esta não tem idade...
Compadece-se de quem chora.

O meu bjinho, para ti, que choras assim uma amizade separada

tens bons sentimentos e eu gosto de quem os tem...

semana serena

De delta a 15 de Janeiro de 2006 às 23:46
Boa noite najasmin. Não vou comentar este teu poema porque ele retrata, neste momento, o meu estado de alma. Não porque perdi um ente querido, não. Apenas me retratei nas tuas palavras, só por isso. Fiquei feliz por estares aqui de novo, partilhando sentimentos que nos faz parar para pensar um pouco, sobre o rumo que demos às nossas vidas. Há momentos na minha vida que eu coloco em causa se, as decisões que tomei, foram as mais correctas, as mais certas...e acima de tudo, se prejudiquei quem amo. Não sou pessoa que sorria muito mas quando o faço é porque alguém me é muito querido...especial até. Por isso najasmin, esta noite o meu sorriso vai para ti :-) Não te zangues com a gata. Ela simplesmente gostou do fundo do teu baú. Quando puderes passa no meu cantinho...tenho estado ausente mas hoje faço questão de regressar ao meu rascunhos...penso que vais gostar. Muitos beijinhos.


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